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Luxação Patelar 

A luxação da patela ocorre quando a patela (ou rótula) se desloca de sua posição normal, geralmente para o lado externo do joelho, provocando dor intensa e inchaço.

As luxações são comuns em atividades esportivas, quedas ou traumas diretos na lateral do joelho. Fatores como alinhamento inadequado da patela ou fraqueza muscular também podem contribuir.

  • Dor intensa no joelho
  • Inchaço e incapacidade de estender o joelho
  • Sensação de deslocamento da patela
  • Deformidade visível 

E agora, tenho que operar? A cirurgia geralmente não é necessária no primeiro episódio de luxação patelar. Apenas após a segunda ou terceira recorrência é que a cirurgia passa a ser indicada, com uma chance de 70%. O objetivo da cirurgia é realinhar a patela e prevenir novas luxações.

A cirurgia mais comum para luxações recorrentes envolve a reconstrução do MPFL, um ligamento que estabiliza a patela. O procedimento é minimamente invasivo e utiliza enxerto de tendão.

Indicado em casos de deformidades ósseas ou instabilidade extrema, onde a anatomia do fêmur precisa ser remodelada para melhorar a contenção da patela.

Em alguns casos, pode existir uma alteração anatômica chamada de “patela alta”. Dependendo do grau, pode ser necessário associar uma osteotomia (corte ósseo) para reposicionar a inserção do tendão patelar, e assim melhorar o alinhamento da patela em relação ao fêmur. Geralmente utilizam-se parafusos para fixação do corte.

Pós-Operatório


Primeira Fase (0-4 semanas): Uso de imobilizadores e muletas para reduzir o movimento da patela. A fisioterapia começa lentamente para restabelecer o movimento.

Segunda Fase (4-8 semanas): Fortalecimento dos músculos ao redor do joelho, especialmente quadríceps.

Terceira Fase (2-6 meses): Aumenta a amplitude de movimento e força. Retorno gradual a atividades físicas após cerca de 6 meses.